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Jacob K1intowitz 01/01/1969
"Sônia Ebling" se propõe uma difícil construção. Ela quer significar a sensualidade da forma possível no metal pesado, a leveza do gesto num movimento de bronze, a curva feminina em franco contraste com a dureza do material. Ela coloca alguma coisa da herança primitiva ao vitalizar os espaços com os vazios e inventa uma expressividade a partir de uma ação plena de ambiguidades. À estabilidade de suas figuras está próxima do vôo conferido pelo esto e pela postura...
No Brasil, nós desenvolvemos muito a linha clássica ocidental: Grécia, tecnologia e pré-colombiana. Sônia Ebling, como Bruno Giorgi e tantos outros, vincula-se a esta corrente.
É uma boa representante. E uma escultora sólida, perfeccionista, trabalhando com formatos varia os e, como tema pessoal, a fixação na figura feminina e nos contrastes entre o caráter sólido de sua escultura e o desejo manifesto no gesto e na postura. Terra e sonho, um retrato pertinente do mundo feminino que a artista investiga há muito tempo"...
"Sônia Ebling é uma escultora de formas depuradas, exaustivamente elaboradas e equilibradas. As suas esculturas incorporam as conquistas iconograficas da escultórica contemporânea. O que significa que a artista bebe nas formas pré-colombianas, africanas e egípcias. Essa procura de fontes, na verdade os próprios meios .que informam a escultura contemporânea, faz com que seu trabalho se aproxime, por parentesco de origem, com a elaboração de Henry Moore, Brancusi, Giacometti, Marino Marini, Etc.
O trabalho de Sônia Ebling procura o equilíbrio sobre todas as outras coisas e é capaz de emprestar às mais diversificadas formas e imagens um toque comum, pessoal, pessoal, algo de próprio e individual que, talvez, possa ser traduzido como harmonia e ritmo".
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